domingo, 24 de junho de 2007

Negar

Queria negar quem sou,
Queria não magoar-te com minhas mentiras,
Queria não confundi-lo com minha fúria...
Sei que tudo isso me condena,
Me torna escrava
De meus caminhos tortos e violentos...
Me encontro como uma ilha
Rodeada por uma mar de ilusões....
Sei que não deveria,
Mas a espada em minhas mãos não é mais minha
E sei que vou feri-lo novamente,
Sei que farei sem arrependimento
E novamente estarei apenas navegando sem rumo,
por um mar noturno em plena tempestade...
Apenas o gosto salgado do sangue
Em minha boca...
Queria negar quem eu sou,
Mas não posso cobrir-me de cinzas
Implorando por seu perdão...
Não posso....
Pois não posso negar quem eu sou...

2 comentários:

Sentimentos Vermelhos disse...

..Sempre sedutora...em meio a pétalas de sangue ou coberta de cinzas...
..sentimentos expressos com perfeição!

Saudades de você!

osmar disse...

Os sentimentos de tristeza e melancolia que imprimes em teus versos sempre me chegam doces como o sabor do teu sangue! Tens um dom tão especial de demonstrar tuas lutas interiores (quantas lutas!!!); és tão clara e objetiva em meio a escuridão que te envolve e te protege; um ser tão raro e especial, um anjo negro em ascenção, que nada do que acabei de ler me deixaria estupefato, como que em estado de prontidão e alerta; ao contrário, novas fendas se abrem em meu negro coração, criando cicatrizes que renovam e reforçam forças obscuras dentro de mim que nem deus ou o próprio diabo poderiam adivinhá-las ou concebê-las! As negras rosas do meu 'jardim soturno' pertencem a uma rara espécie em extinção chamada 'Anna Darck'. Saudades do que (ainda) não vivenciamos, querida e doce vampira. Fique na paz de nossa amada Noite com um abraço fortíssimo e um beijo perfurante do teu eterno

morcegOsmar